No dia 08/09, assistimos no Palácio das Artes o documentário Um Lugar Ao Sol, de Gabriel Mascaro. O documentário trata sobre a elite brasileira, mais especificamente sobre os moradores de coberturas de prédios em grandes cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Por meio de entrevistas com os moradores, as diferenças sociais presentes no país ficam evidentes. Ao justificar a escolha da cobertura como moradia, o discurso era sempre voltado para a questão do poder, do status e da segurança, mostrando bastante a alienação dessas pessoas. Fica perceptível a ideia de superioridade que esses moradores têm, podendo ser associada com o lugar escolhido para morar. Assim, o documentário provoca uma forte reflexão relacionada à segregação social e ao abismo social presentes no Brasil.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Crítica ao objeto da Letícia Dumont
O objeto da Letícia é bastante atrativo e faz com que as pessoas tenham vontade de manipulá-lo e experimentá-lo. Ao fazer isso, logo fica perceptível a lógica do objeto: movimentando o mesmo, LEDs são acessos. Desse modo, pode-se dizer que o objeto possui uma interface causalística, e não programática, já que após ser usado algumas vezes, é possível prever seu funcionamento. Apesar disso, a manipulação do objeto é, de certa maneira, programática, pois a forma e a estrutura dele permitem diversas interpretações através do encaixe dos "tubos". Essa questão poderia ter sido mais explorada pela Letícia a fim de deixar a interface do objeto mais programática.
Além disso, a interface do objeto é também reativa, uma vez que ele reage diretamente a estímulos externos, isto é, a manipulação pelas pessoas. Nesse sentido, seria mais interessante propor uma interface e uma interação mais dialógicas, em que o objeto "converse" com quem está mexendo, recebendo uma ação e também provocando uma ação.
Por fim, o acabamento do objeto poderia ter sido feito de modo a deixar a luz dos LEDs mais aparente, uma vez que, do jeito que foi feito, as luzes ficaram bem fraquinhas.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Parágrafo sobre representação (experiência no Google Street View e experiência presencial)
Antes da visita ao Parque Municipal no dia 08/09, foi pedido que olhássemos o parque por meio do Google Street View para comparar as duas experiências. Analisando o parque apenas pela ferramenta do Google, é possível localizá-lo em relação ao centro de BH e ter uma visão mais ampla do local. Porém, na visita presencial, percebe-se que há uma certa distorção das imagens no computador. Além disso, a experiência física permite a percepção de sensações que ocorrem virtualmente, como o barulho, o cheiro, a interação com as pessoas e a real dimensão do local. Desse modo, pode-se dizer que as duas experiências se complementam e são fundamentais para uma melhor análise do local escolhido.
Objeto em grupo a ser fabricado digitalmente
Partindo de uma relação baseada na criação, no desenho, como forma de aguçar a imaginação das pessoas, o meu grupo criou um novo objeto. Ele consiste numa caixa de lados opacos com lanternas internas iluminando a sua superfície. Essa superfície teria dois níveis feitos de material translúcido, e rampas sairiam de 2 lados de cada um desses níveis. As pessoas iriam jogar a semolina (material adicional feito de cuscuz tingido) pelas rampas, que iria se dispersar ente os dois níveis, criando um desenho aleatório.
(Prancha)
(Semolina)
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