quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Meu objeto

A relação que eu estabeleci pro meu objeto foi a de transparência e transparecer, no sentido de deixar ver o outro lado e também de revelar algo. Dessa forma, criei um objeto com três paralelepípedos interligados, sendo que o do meio serviria como suporte e os que estão na base e no topo teriam todas as suas faces formadas por duas camadas de materiais transparentes e entre elas uma camada móvel (similar a uma porta de correr) de qualquer outro material que não seja transparente. Na parte de trás dessa camada móvel (que se encontra voltada para dentro da caixa) haveria uma imagem ou um espelho de forma que ao abrirmos uma camada, seria revelada a parte de trás da camada da face oposta. Além disso, a face superior do paralelepípedo do topo também teria essa camada móvel a fim de revelar luzes que se encontram na base do paralelepípedo inferior.





sábado, 13 de agosto de 2016

Parágrafo - Nosso Programa

O texto "Nosso Programa", de Vilém Flusser aborda as noções da finalística, causalística e  programática. A lógica finalística tem como base o destino, que provém da herança mítica e da tradição religiosa, ela possui um propósito que demanda metas e está relacionada a uma imagem predestinada, o que resulta em um problema relacionado à liberdade humana. Já a lógica causalística tem como princípio as ciências da natureza, que explicam que todo evento é efeito de uma causa e causa de um efeito, e devido à complexidade impenetrável das causas e à imprevisibilidade dos efeitos de um evento, essa lógica possui uma falsa liberdade, pois os eventos já são determinados. Essas duas lógicas, segundo o autor, são extrapolações ingênuas de uma situação concreta: a lógica programática. A visão programática é caracterizada por programas, que são sistemas em que o acaso vira necessidade, isto é, todas as possibilidades, até as menos óbvias, se realizarão necessariamente, dependendo de um tempo mais longo. Nas visões finalística e causalística, não há acaso. Para elas, o acaso é, respectivamente, um propósito e uma causa ainda não descobertos. Mas para a visão programática (também conhecida como visão do absurdo), causa e propósito são acasos ingenuamente interpretados. Além disso, toda explicação dessas duas visões tendem ao fracasso, pois explicam o presente pelo futuro e o presente pelo passado. Em suma, o autor exprime a ideia de que a visão programática não admite outra visão ao seu lado, e devemos assumir o absurdo para emancipar do funcionamento.
Partindo dessa concepção, os professores fizeram uma dinâmica para que entendêssemos melhor essas três visões. Em relação à finalística, os alunos foram colocados em uma fila indiana sem uma ordenação específica, e a cada palma que os professores davam, os alunos deveriam trocar de lugar com o colega a sua direita somente se ele tivesse uma altura menor a fim de que a fila fosse re-organizada por ordem de tamanho. Desse modo, já se sabia qual seria a formação final. Já em relação à causalística, os alunos foram dispostos de pé em um círculo para uma dinâmica de input e output, na qual cada um escolheu uma forma (horizontal ou transversal) de transmitir esses inputs e outputs. Sem contar para a turma sobre sua escolha, cada aluno recebia um input e transmitia um output para seu colega. Apesar de no início não se saber qual era a lógica dessas transmissões, a medida que elas foram sendo passadas já era possível determinar sua lógica. Por fim, em relação à programática, os alunos tomaram posições equidistantes entre si, ficando parados e de pé. Alguns alunos foram selecionados aleatoriamente pelos professores para começar a dinâmica que consistia em circular pelo espaço, tocar em um aluno parado para que ele pudesse se mover e logo em seguida, parar em um lugar a sua escolha à espera de ser tocado por outro aluno. Essa dinâmica foi totalmente ao acaso, uma vez que não era possível prever quais alunos seriam tocados e nem em qual posição eles parariam. Nesse sentido, essa atividade conseguiu deixar bem mais claras as noções da finalística, causalística e programática abordadas por Flusser.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Relação entre os objetos

Eu resolvi associar a régua (objeto escolhido por mim) com a taça de vinho e o óculos de grau. A relação que eu fiz entre eles foi a da transparência, não só pelo material com que eles são feitos, como plástico e vidro, mas também pelas diferentes formas com que esses objetos ajudam no transparecer de uma ideia, de uma visão, de uma vontade. Essa relação da transparência, no sentido de permitir a passagem de luz e de revelar-se/manifestar-se, é o que vai determinar a construção do meu objeto.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Crítica a um croqui

O croqui do Danilo, apesar de bem centralizado e com traços firmes e contínuos, apresenta uma perspectiva confusa, principalmente no lado esquerdo. Os traços desse lado não seguem uma mesma linha, ficando difícil de identificar se há um ou dois pontos de fuga. Além disso, a árvore deveria ter sido desenhada de forma a não se misturar com os traços da construção.
Link:http://danilocelso.blogspot.com.br/2016/08/croqui-1-gramado-interno-da-escola-de.html?m=1

Croqui 5 (substituindo o croqui 1)

(Croqui interno com um ponto de fuga)


Croqui 4

(Croqui interno com dois pontos de fuga)

Croqui 3

(Croqui externo com um ponto de fuga)

Croqui 2


(Croqui externo com dois pontos de fuga)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

domingo, 7 de agosto de 2016

Arquitetura X Roupa

Ao compararmos as roupas com a arquitetura, é possível encontrar algumas relações bastante pertinentes. Ambas oferecem conforto e proteção, estão ligadas a formas, cores e volumes e também refletem a cultura e a personalidade das pessoas. Por outro lado, somente a arquitetura é capaz de ter uma maior representatividade, proporcionando espaços externos e internos de convívio social e lidando com os aspectos necessários da vida em sociedade. Além disso, o vestuário, por estar relacionado à moda, é algo que está em constante renovação, enquanto as construções são mais perpetuadas ao longo do tempo. Desse modo, percebe-se que as roupas têm características individuais e efêmeras e, por isso, jamais poderão substituir a função da arquitetura.

sábado, 6 de agosto de 2016

Parágrafo - Design: obstáculo para remoção de obstáculos?

O texto "Design: obstáculo para remoção de obstáculos?" de Vilém Flusser diz respeito ao ciclo de criação de objetos pelos designers. Vivemos em um mundo objetivo, objetal e problemático, estamos imersos em inúmeros obstáculos. Ao vencer alguns desses empecilhos, eles são transformados em objetos de uso, mas acabam tornando-se novamente outros obstáculos. Há, no entanto, uma contradição em relação a esses objetos, pois ao mesmo tempo que precisamos deles para progredir, eles também obstruem nosso progresso. Quando desenvolvemos nossos próprios projetos e também fazemos o uso de projetos de outros designers, estamos realizando uma mediação entre pessoas, fazendo com que tais objetos passem a ser veículos de comunicação. Para que os objetos de uso tenham uma ênfase maior no diálogo do que na obstrução, é necessária uma responsabilidade na qual o designer responda pelo projeto criado e volte sua atenção para as pessoas e não só para o objeto, tornando esse objeto imaterial. Esse objetivo só será conquistado quando houver uma consciência do caráter efêmero dos projetos levando a uma criação mais responsável.

Parágrafo - Animação Cultural

O texto "Animação Cultural" de Vilém Flusser, por meio da personificação de uma mesa redonda, aborda um debate a respeito da relação homem-objeto. Inicialmente, a humanidade criou os objetos para servi-la, a fim de suprir suas necessidades. Devido a isso, estabeleceu-se uma hierarquia na qual o homem se via como superior à sua criação. Entretanto, atualmente a humanidade adquiriu uma enorme dependência dos objetos, o que mostra haver uma inversão hierárquica na relação de ambos. Essa dependência pode ser percebida claramente ao nosso redor uma vez que uma vida sem cama, geladeira, televisão, e mais uma infinidade de objetos, já não é mais imaginável. Em suma, o autor exprime a ideia de que o homem se comporta em função dos objetos, o que faz com que o papel deles seja o de animar e entreter a humanidade.