No dia 11/09, assisti ao
espetáculo de dança da companhia Grupo Corpo no Palácio das Artes. O Grupo
Corpo é famoso por apresentar uma dança contemporânea diferenciada e bem
característica da companhia, explorando, como o próprio nome diz, o corpo
humano. O espetáculo foi dividido em duas partes "Dança Sinfônica" e
"Lecuona", que tinham diferentes propostas, trilhas sonoras e
figurinos. Apesar dessas diferenças, consegui notar uma semelhança entre as
duas partes que está relacionada ao conceito de programática de Flusser. Tanto
Lecuona quanto Dança Sinfônica possuem aspectos em sua coreografia que são
extremamente programáticos para o espectador, uma vez que há uma enorme
imprevisibilidade dos passos de dança. A dinâmica coreográfica é composta de
entradas e saídas de bailarinos completamente inesperadas, que se fundem com o
fluxo da dança dos bailarinos já presentes no palco. Além disso, não há uma
repetição constante de passos, eles são sempre diversificados até mesmo entre
um bailarino e outro, podendo haver diversos bailarinos executando passos
completamente diferentes uns dos outros. Essa dinâmica criada pelo coreógrafo
Rodrigo Pederneiras deixa o espectador surpreso com a possibilidade do acaso
durante toda a dança, sendo impossível de se prever as sequências coreográficas.
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