sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Evento Cultural II

No dia 11/09, assisti ao espetáculo de dança da companhia Grupo Corpo no Palácio das Artes. O Grupo Corpo é famoso por apresentar uma dança contemporânea diferenciada e bem característica da companhia, explorando, como o próprio nome diz, o corpo humano. O espetáculo foi dividido em duas partes "Dança Sinfônica" e "Lecuona", que tinham diferentes propostas, trilhas sonoras e figurinos. Apesar dessas diferenças, consegui notar uma semelhança entre as duas partes que está relacionada ao conceito de programática de Flusser. Tanto Lecuona quanto Dança Sinfônica possuem aspectos em sua coreografia que são extremamente programáticos para o espectador, uma vez que há uma enorme imprevisibilidade dos passos de dança. A dinâmica coreográfica é composta de entradas e saídas de bailarinos completamente inesperadas, que se fundem com o fluxo da dança dos bailarinos já presentes no palco. Além disso, não há uma repetição constante de passos, eles são sempre diversificados até mesmo entre um bailarino e outro, podendo haver diversos bailarinos executando passos completamente diferentes uns dos outros. Essa dinâmica criada pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras deixa o espectador surpreso com a possibilidade do acaso durante toda a dança, sendo impossível de se prever as sequências coreográficas.

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